The culinary culture of Pará is much more than a name or a stereotype

I continually see reports and stories in newspapers that show very little of the state of Pará, practically repeating contents, as if the Marajoara region lived in an eternal “fashion” of starred restaurants, trendy stores and stereotypes.

This week I’m traveling to São Paulo for work and, on the flight, I was reading the Gol airline magazine and I saw a report about the State of Pará, which aimed to show some of the culture and cuisine of the region.

Being fair, I believe that the report has value the great names of the Paraense culture, highlighting Dona Odete, a singer from Pará who takes what the state has the best in terms of Marajoara music.

And also highlights to several tourist spotthat few knows, such as the Mother Church, where the procession of Círio de Nazaré begins, which I have dealt with in a previous post.

However, one of the biggest flaws when it comes to my State is still the stereotype.

Whenever I read about marajoara cuisine in specialized magazines, from a few years to now, the reports seem polarized between information that is reminiscent of ver-o-peso market or, in another way, talk about chef Paraense Thiago Castanho. And the Gol magazine was no different!

I do not have anything personal against the chef and I recognize its importance in spreading the cuisine of the region, but I do not believe that a chef can monopolize and practically “speak” for a whole gastronomic culture. Likewise, his restaurant, which has quality cuisine and unquestionable flavors, seems to have simply stagnated in just attracting attention rather than actually spreading the culture of the region. Reflecting this is the menu contain typical dishes of American cuisine, such as cuts of meats, among others and little gastronomic renewal and even less culinary culture.

I do not believe in cooking purely as a business, and I resent this culture of forced valorization of it, when a state so rich is related to a name or a restaurant. We need to get out of the basics and the comfort zone, in order to be recognized as one of the strongest and richest culinary cultures in the world and not reflective of something transitory or, worse, of a single person!

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Em português…

A cultura culinária do Pará é muito mais que um nome ou do que um estereótipo

Continuamente vejo reportagens e matérias em jornais que mostram muito pouco do Estado do Pará, praticamente repetindo conteúdo, como se a região marajoara vivesse de uma eterna “moda” dos restaurantes estrelados, lojas badaladas e estereótipos.

Essa semana estou viajando para São Paulo a trabalho e na vinda, folheando a revista de bordo da empresa aérea Gol, li uma reportagem sobre o Estado do Pará, que se propunha a mostrar um pouco da cultura e culinária da região.

Sendo justo, acredito que a reportagem fez jus a grandes nomes da cultura Paraense, dando destaque a Dona Odete, cantora paraense que leva o que o Estado tem melhor em termos de música marajoara.

E ainda os destaques a vários pontos turísticos que poucos conhecem, como a Igreja Matriz, onde tem início a procissão de Círio de Nazaré, que já tratei em postagem anterior.

Porém, um dos grandes defeitos quando falam sobre o meu estado ainda é o estereótipo e as modinhas.

Sempre que leio sobre culinária marajoara em revistas especializadas, de alguns anos para cá, as reportagens parecem polarizadas entre informações que repisam o ver o peso ou, em outra vertente, tratam do chef Paraense Thiago Castanho. E a revista da Gol não foi diferente!

Não tenho nada pessoal contra o chef e reconheço sua importância para difundir a culinária da região, mas não acredito que um chef possa monopolizar e praticamente “falar” por toda uma cultura gastronômica. Do mesmo modo, seu restaurante, que tem culinária de qualidade e sabores inquestionáveis, parece ter simplesmente estagnado em apenas atrair a atenção ao invés de realmente difundir a cultura da região. Reflexo disso é o cardápio conter pratos típicos da culinária americana, como cortes de carnes, entre outros e pouco de renovação gastronômica e menos ainda de cultura culinária.

Eu não acredito em culinária meramente como negócio e me ressinto com essa cultura de valorização forçado do mesmo, quando um estado tão rico passa a se liminar a um nome ou a um restaurante. Precisamos sair do básico e da zona de conforto, para enfim sermos reconhecidos como uma das culturas culinárias mais fortes e rica desse mundo e não reflexo de algo transitório ou, pior ainda, de uma única pessoa!

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